Não acredito que ele vá para cadeia, diz mãe de morta por Farah

Rosanne D'Agostino - 17/04/2008 - 21h51

Apesar da pena branda, a mãe de Maria do Carmo Alves, Alice Paulino Silva, considerou justa a condenação de Farah Jorge Farah. A dona-de-casa foi esquartejada e morta pelo ex-cirurgião plástico em janeiro de 2003. Há pouco, ele foi condenado por um júri popular a 13 anos de reclusão e dez dias multa.

"Não acredito que ele vá para a cadeia. Seja o que Deus e os homens quiserem. Essa morte não me conforma, me leva para a cova", disse a mãe de Maria do Carmo.

O júri popular começou há três dias na zona norte de São Paulo. Vinte e duas testemunhas foram ouvidas no julgamento, que começou com um atraso de cerca de seis horas na terça-feira.

Aos 59 anos, Farah foi julgado em processo por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima —dissimulação) e ocultação de cadáver, por matar a dona-de-casa Maria do Carmo Alves em seu consultório.

O corpo só foi encontrado três dias depois do crime, ocorrido em janeiro de 2003, dividido em nove pedaços escondidos em cinco sacos de lixo, no porta-malas do carro do médico.

Farah diz apenas lembrar-se de uma luta corporal com a vítima, que o perseguia insistentemente havia cinco anos, desde que terminara o relacionamento amoroso com ela.

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