MPF vai apurar declaração de professor da UFBA sobre QI de alunos

Da Redação - 30/04/2008 - 17h51

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão na Bahia, ligada ao Ministério Público Federal no Estado, vai apurar as declarações do coordenador do curso de graduação em medicina da UFBA (Universidade Federal da Bahia), Antônio Natalino Manta Dantas, sobre a suposta inferioridade intelectual do povo baiano e de algumas de suas manifestações culturais.

As declarações, de que os estudantes de medicina seriam responsáveis pela nota baixa da universidade no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), por terem o QI baixo, foram veiculadas nesta quarta-feira (30/4).

O procurador da República Vladimir Aras instaurou procedimento administrativo para investigar o caso e solicitou informações da reitoria da universidade sobre as providências que adotará em relação às declarações.

Aras quer saber também se haverá sindicância ou processo administrativo disciplinar e sobre a possibilidade de afastamento preventivo do professor.

O procurador entende que as afirmações do professor sugerem conteúdo discriminatório (racial e de procedência).

Como professor e coordenador do curso da UFBA, Dantas possui uma função pública e está sujeito à lei de improbidade administrativa na hipótese de dano moral difuso.

O curso de medicina da UFBA obteve nota 2 no conceito Enade e no IDD (Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado), em uma escala de 1 a 5.


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