Recomeça julgamento de acusados da morte de Dorothy Stang

Da Redação - 06/05/2008 - 10h30

O julgamento de Vitalmiro Bastos Moura e de Rayfran das Neves Sales, réus no processo de homicídio qualificado praticado contra Dorothy Stang, foi retomado nesta terça-feira (6/5) com os debates das teses de acusação e defesa.

A expectativa é de que a condenação dos dois acusados seja confirmada ainda hoje.

Segundo informações do Tribunal de Justiça do Pará, o juiz presidente do processo, Raimundo Moisés Alves Flexa, reiniciou às 8h13 a sessão de júri na presença do promotor de Justiça Edson Souza, dos assistentes de acusação Aton Fon Filho e José Batista Afonso, e dos advogados de defesa Eduardo Imbiriba e Paulo Dias (de Vitalmiro), a defensora pública Marilda Cantal e o estagiário Daniel Coelho (defensores de Rayfran). O julgamento começou nesta segunda-feira, no fórum criminal de Belém.

Também acompanhou a retomada dos trabalhos o juiz Paulo Jussara Júnior, diretor do Fórum Criminal.

Cada parte terá três horas para convencer o Conselho de Sentença, formado por sete jurados e uma jurada. Esse tempo poderá ser prorrogado em mais uma hora de réplica pela acusação, com tempo igual para tréplica da defesa.

Este é o segundo julgamento de Vitalmiro Moura, já condenado como mandante do crime a 30 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado. Rayfran Sales, que confessou ter sido o executor da missionária, enfrenta o terceiro julgamento na prática. O segundo júri do autor dos disparos foi anulado por problemas técnicos, pelos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado.

O promotor Edson Souza iniciou o debate sustentando a acusação contra Vitalmiro Moura de ter mandado contratar pistoleiros para matar a missionária. Conforme a acusação, “o plano foi intermediado por Amair Feijoli Cunha (Tato), que contratou os dois, Rayfran e Clodoaldo, para matar a missionária, com a promessa de recompensa no valor de R$ 50 mil, valor que seria pago pelos fazendeiros”.

As diversas versões apresentadas pelos acusados também estão sendo citadas na manifestação do promotor de Justiça, que dividirá o tempo na tribuna com Aton Fon Filho. Ele sustenta que os acusados praticaram homicídio qualificado, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima e mediante promessa de recompensa.

Leia mais:
Condenado por morte de Dorothy muda versão para inocentar fazendeiro
Fazendeiro nega participação em morte de missionária Dorothy no Pará
Juiz começa a ouvir testemunhas do caso Dorothy


Constituição Federal para Concursos

Henrique Cantarino, Luís Gustavo Bezerra de Menezes

De R$ 25,00

Por R$ 20,00


Triunfe na Advocacia

Wilson de Araújo Abreu

De R$ 15,00

Por R$ 12,00


Código de Processo Civil Anotado

Humberto Theodoro Júnior

De R$ 165,00

Por R$ 132,00


Contabilidade Avançada e Intermediária

Ricardo J. Ferreira

De R$ 99,00

Por R$ 79,20