Caputo Bastos e OAB homenageiam novo presidente do TSE
Da Redação - 06/05/2008 - 19h59
Primeiro a discursar, Caputo ressaltou as qualidades do ministro Carlos Ayres Britto e recorreu inclusive a um texto manuscrito, enviado pela irmã do ministro, Lurdinha, para homenageá-lo.
"Para nós, seus irmãos, ele sempre foi, e é, um modelo, justamente, penso por encarnar o melhor das personalidades dos nossos pais", relata o bilhete.
Já Cezar Britto afirmou que uma das primeiras missões do novo dirigente do TSE será a de "quebrar o círculo vicioso que tanto atormenta o cidadão: o efeito perverso da contaminação da corrupção da eleição municipal nas eleições subseqüentes".
Destacando que o ministro Ayres Britto comandará o pleito municipal de outubro, o presidente da OAB sustentou que essa será "uma tarefa fundamental para consolidação da República: a de zelar para que as eleições municipais ocorram dentro da maior transparência democrática".
Cezar Britto sublinhou a importância da Lei 9.840/99, aprovada após histórica mobilização popular e que pune a compra de voto, como importante instrumento auxiliar do TSE para a implementação de eleições limpas nos municípios. Ele lembrou que essa lei inspirou o lançamento, pela OAB e diversas entidades da sociedade civil da Campanha Nacional de Combate à Corrupção Eleitoral e já possibilitou o afastamento, pela perda do registro ou cassação do diploma, "de vários políticos que confundiram política com politicagem, representação com reposição patrimonial e mandato com escárnio".
No discurso de saudação ao novo presidente do TSE, Britto salientou ainda importância da reforma política para o aperfeiçoamento da democracia e o combate à corrupção político-eleitoral no país.
"A reforma política é ponto de partida para restauração da confiança popular em nossa república; se feita em profundidade, sob supervisão da sociedade civil e levando em conta sua natureza plural, essa reforma confere respeitabilidade ao processo e aos próprios legisladores", afirmou, observando que o Conselho Federal da OAB encaminhou uma proposta nesse sentido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Congresso Nacional, bem como ao ministro Marco Aurélio Mello, que hoje deixa a presidência do TSE.


















