Anna Jatobá revela que já sentiu ciúmes, mas amadureceu
Rosanne D'Agostino - 28/05/2008 - 17h18
Ela responde pelo homicídio de Isabella Nardoni, 5 anos, jogada do 6º andar do prédio em que o casal morava, na zona norte de São Paulo.
“Você ainda gosta dela”, perguntava a madrasta ao marido. Segundo ela, um dos motivos era o fato de elas terem o mesmo nome, mas nunca por causa de Isabella.
Jatobá também disse que no antigo apartamento eles brigavam muito por ciúmes, mas Alexandre sempre foi mais o calmo e era ela quem tinha personalidade forte, meio geniosa.
A madrasta ressaltou, no entanto, que as brigas pararam após o nascimento de Pietro, o que fez com que ela amadurecesse bastante.
Ainda conforme a madrasta, ela e a mãe de Isabella tinham pouco contato, apenas no começo do ano, passou seu celular para Ana Oliveira, que ligava para falar com a Isa.
Saiba o que deve acontecer
Nesta fase do processo, os réus apresentam sua versão dos fatos ao juiz. Eles são ouvidos separadamente e podem defender-se, trazer elementos para a elucidação dos fatos, confessar, ou ainda, permanecer em silêncio para não se auto-incriminar. O silêncio não quer dizer confissão e não pode ser usado contra o réu posteriormente.
O juiz divide as perguntas em duas partes, sobre o indivíduo em si e sobre os fatos. No início, os réus respondem sobre sua residência, profissão, meio de vida, entre outros. A seguir, relatam se são verdadeiras as acusações a que respondem, se há motivo particular para acreditar estarem sendo perseguidos e apresentam todas as alegações possíveis em sua defesa.
O Código de Processo Penal prevê que, se os réus divergirem, o juiz pode admitir uma acareação, a fim de dirimir possíveis dúvidas. Vinte dias a contar do interrogatório, no caso de réus presos, o juiz começa a ouvir testemunhas de acusação e defesa.
Por fim, as partes apresentam suas alegações finais no processo e o juiz decide se pronuncia o casal, ou seja, se eles serão submetidos a júri popular, como ocorre em casos de homicídio.
ENTENDA todas as acusações (AQUI)
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INTERROGATÓRIOS
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PRISÃO
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INVESTIGAÇÕES
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SIGILO
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