Desembargador envolvido em operação Furacão morre no Rio
Da Redação - 07/07/2008 - 16h29
Regueira foi preso durante a operação Furacão da Polícia Federal, que apurou esquemas de corrupção, jogos ilegais, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Ele foi denunciado por fraudar a distribuição de processos em benefício de empresas e participar de um suposto esquema de venda de sentenças judiciais em favor de casas de bingo.
Segundo a denúncia do MPF, Regueira mantinha "vínculos com a organização criminosa", como demonstram escutas e duas decisões favoráveis aos bingos.
De acordo com informações do TRF, o corpo será velado na Capela 1 do Cemitério São João Batista, em Botafogo, e o sepultamento será nesta terça-feira (8/7), às 10h.
Ricardo Regueira estava internado no Hospital Copa D´Or, na zona sul do Rio de Janeiro desde domingo (6/7). Conforme a assessoria do hospital, ele estava com quadro de pneumonia e septicemia (forma grave de infecção). A septicemia evoluiu de forma agressiva, fazendo com que o paciente não resistisse.
Bacharel em direito pela Universidade Católica de Pernambuco, o desembargador tomou posse no TRF da 2ª Região em 30 de junho de 1998. De 1973 a 1986 atuou como advogado de diversas empresas. Em 1986, foi nomeado promotor no Rio de Janeiro.
Ingressou como juiz federal na 14ª Vara Federal do Rio de Janeiro em 1987. Posteriormente, foi designado titular da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco e removido para a 18ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

















