Em nota, Greenhalgh nega acusações do Ministério Público Federal
Andréia Henriques - 08/07/2008 - 20h46
“Desconheço as razões que motivaram o envolvimento de meu nome nas investigações da Polícia Federal. Não tive acesso aos autos”, afirma na nota.
Leia aqui a íntegra da nota de Luiz Eduardo Greenhalgh.
Durante coletiva realizada na tarde desta terça, o procurador Rodrigo de Grandis afirmou que Greenhalgh teria atuado com Guilherme Sodré junto ao Poder Executivo e ao Parlamento para descobrir a origem e o andamento das investigações.
O MPF (Ministério Público Federal) e a Polícia Federal pediram a prisão do ex-deputado. No entanto, o juiz federal Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, entendeu que não existiam fundamentos suficientes e que a detenção seria desnecessária.
“Na visão do MPF, as prisões eram importantes para as investigações”, disse o procurador na coletiva.
Luiz Eduardo Greenhalgh afirma ainda que foi contratado por Daniel Dantas como advogado criminalista. “Atuei na defesa de meu cliente nos estritos marcos da legalidade e da ética profissional”, ressalta no comunicado.
Operação
Nesta terça-feira, agentes da Polícia Federal cumpriram 56 mandados de busca e apreensão e 24 mandados de prisão em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador. As prisões são válidas por cinco dias e podem ser prorrogadas.
De acordo com informações da PF, as investigações começaram há quatro anos, como desdobramento do caso Mensalão. Na apuração foram identificadas pessoas e empresas que seriam beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos.
Durante as investigações, a PF descobriu atividades de dois grupos ligados ao mercado financeiro, liderados por Daniel Dantas e o empresário Naji Nahas. O grupo de Dantas, segundo o MPF, cometeu o crime de evasão de divisas por meio do Opportunity Fund, uma offshore no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, no Caribe. Além de evasão e quadrilha, as investigações apontam gestão fraudulenta por parte do grupo de Dantas, além de concessão de empréstimos vedados (entre empresas do mesmo grupo) e corrupção ativa, pela tentativa de pagar propina de US$ 1 milhão para delegados da Polícia Federal.
As investigações indicam que o grupo de Naji Nahas teria cometido os crimes de quadrilha, operar instituição financeira sem autorização, uso indevido de informação privilegiada e lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Federal, o ex-prefeito Celso Pitta era cliente constante de Nahas e recebia altos valores semanais de contas no exterior, movimentadas pelo empresário. O delegado da PF afirmou que no momento não é possível afirmar se o dinheiro recebido foi desviado da Prefeitura de São Paulo.
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