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| TRE-RJ entrega relatório que definirá áreas de atuação da força federal no Rio |
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O presidente do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro), desembargador Roberto Wider, entregou nesta quinta-feira (21/8/). ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Carlos Ayres Britto, um levantamento das áreas mais sensíveis e carentes de reforço de segurança na capital fluminense.
Segundo o TSE, com o mapeamento será possível definir como e onde a força federal atuará para garantir a segurança das eleições municipais de outubro. Na manhã desta quinta-feira, o presidente do TSE e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, discutiram sob os procedimentos para a requisição da força federal. Genro já havia oferecida o apoio da PF e da Polícia Rodoviária para garantir a segurança nas eleições da capital.
Britto já havia sido autorizado pelo plenário do TSE a solicitar, de ofício, força federal para garantia da segurança nas eleições da cidade no início deste mês, quando o superior tribunal reconheceu a gravidade da situação nas comunidades controladas por traficantes de drogas e milicianos, o quais intimidam eleitores, impedem o acesso de candidatos não ligados ao crime, além de dificultar a cobertura da campanha pela imprensa.
No dia 15 deste mês, o TSE recebeu ofício do governador do Rio, Sérgio Cabral, em que declarou-se favorável a qualquer medida que tenha a finalidade de da maior segurança aos seus habitantes. “Em especial ao eleitor, aos candidatos e à imprensa, para que o processo eleitoral transcorra em um ambiente de tranqüilidade e garantia de plena liberdade do exercício da cidadania e o do direito à informação”, disse Cabral.
Para o governador, as forças federais se somam ao esforço de seu governo no combate à criminalidade e na garantia da segurança da população do Estado.
OAB Nesta quinta-feira, o presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, debateu sobre o envio de tropas federais para garantir a segurança e a lisura entre os votantes nas próximas eleições. De acordo com a OAB, o compromisso foi feito pelo presidente da entidade na reunião desta quinta-feira, com o presidentes do TSE e do TRE-RJ.
"Não pode o Estado abandonar aquele que é razão de ser a democracia: o povo", afirmou Cezar Britto. Segundo o presidente da OAB, as favelas do Rio já são abandonadas no que se refere às políticas sociais e à presença do Estado. "Não pode, agora, o Estado ceder aquilo que é fundamental à República, que é o poder do voto. Se o cidadão não puder livremente escolher os seus representes e fazer cobranças ao Estado significa que o crime venceu."
Segundo a OAB, o presidente do TSE definirá esta semana com os ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Defesa, Nelson Jobim, quais áreas no Rio receberão apoio das tropas federais durante as eleições.
Quinta-feira, 21 de agosto de 2008
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