TJ-SP decide julgar hoje caso do promotor acusado por morte na Riviera

Eduardo Ribeiro de Moraes - 26/11/2008 - 15h29

O Órgão Especial do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) irá julgar nesta quarta-feira (26/11) a ação penal contra o promotor Thales Schoedl, acusado de matar um rapaz e ferir outro na Riviera de São Lourenço, litoral de São Paulo. Por 12 votos a 11, os desembargadores resolveram julgar o promotor nesta quarta-feira (26/11).

A discussão sobre o adiamento ou não do julgamento foi levantada em questão de ordem pelo desembargador Maurício Vidigal. O Órgão Especial do TJ debateu se seria prudente aguardar uma decisão definitiva do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o vitaliciamento de Schoedl.

Em outubro de 2008, o ministro do Supremo Carlos Alberto Menezes Direito concedeu uma liminar suspendendo o não-vitaliciamento de Schoedl.

A liminar fez com que o promotor voltasse a ter direito a foro privilegiado, sendo julgado pelo Órgão Especial do TJ paulista. Sem estar investido no cargo de promotor, Schoedl perderia a prerrogativa e deveria se submeter ao Tribunal do Júri de Bertioga, comarca do local do crime. O Supremo ainda não analisou o mérito da questão.

O advogado e assistente de acusação Pedro Lazarini pediu o adiamento do julgamento. Para ele, já que o caso demorou tanto para chegar a uma decisão seria recomendável esperar por uma sentença definitiva.

Já a defesa de Schoedl pediu que o caso fosse julgado nesta quarta para encerrar o sofrimento do acusado e da família da vítima.

Crime
Quando o crime ocorreu, Schoedl exercia a função de promotor de Justiça substituto, em Iguape (litoral de São Paulo), havia um ano e três meses.

Ele é acusado de matar a tiros Diego Mendes Modanez, 20 anos, e de ter ferido Felipe Siqueira Cunha de Souza, 21 anos, durante uma discussão, no dia 30 de dezembro de 2004, na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral norte de São Paulo.

Na saída de um luau, as vítimas teriam mexido com a namorada de Schoedl. O promotor afirmou que foi cercado após uma discussão e que teria disparado contra o chão com o objetivo de dispersar os rapazes, que teriam imaginado que as balas eram de festim. Acuado, ele atirou na direção dos jovens. Preso logo depois do crime, o promotor alegou legítima defesa.

Diego Mendes, que era jogador de basquete, morreu. Felipe, hoje com 23 anos, foi internado em estado grave na época, mas passa bem. Ele vive com uma bala alojada no fígado. O promotor teria disparado um total de 12 tiros.

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